O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

A Segunda Guerra Mundial, 71 anos depois

No último sábado, 7 de maio, completou-se 71 anos da capitulação alemã na Segunda Guerra Mundial. Nessa data, em 1945, a Alemanha Nazista finalmente assinava a rendição incondicional às Forças Expedicionárias Aliadas e ao Exército Vermelho, e encerrava assim, pelo menos no continente europeu, o capítulo mais triste da história recente. A guerra em si, ainda continuaria por alguns meses no Pacífico, custando mais algumas centenas de milhares de vidas.

O confronto iniciado em 1º de setembro de 1939, após a ocupação alemã na Polônia, durou por longos 6 anos e estima-se que tenha matado algo entre 50 e 70 milhões de pessoas, sendo a maioria civis. Até hoje nenhuma guerra matou tanta gente e causou tanto horror. A morte de 6 milhões de judeus no Holocausto, as atrocidades japonesas contra populações civis especialmente na China e na Coréia, os estupros em massa de mulheres alemãs por soldados russos, que só em Berlim vitimaram mais de 100 mil mulheres, são apenas alguns do exemplos dos horrores do conflito.

Hoje, passadas mais de 7 décadas após o final do conflito, ele parece estar mais vivo que nunca. Basta ver a quantidade de livros, filmes e até video games que são lançados anualmente e tem esse conflito como pano de fundo. Mas por que um confronto tão sangrento gera tanto fascínio nas pessoas? Por que mesmo após tanto tempo, não cansamos do tema e continuamos ávidos por qualquer tipo de conteúdo relacionado a Segunda Guerra Mundial?

O primeiro fator certamente é a proximidade histórica. Embora 70 anos para nós possa parecer muito, quando falamos em termos de história, isso significa a mesma coisa que dizer que aconteceu ontem. Até por isso, temos uma disponibilidade de imagens infinitamente superior a Primeira Guerra, o que dá outra dimensão inédita ao conflito. Outra questão é o próprio nível de atrocidades ocorridas, que conferem uma carga de dramaticidade ímpar e causam uma percepção de bem contra o mal, perfeita para qualquer boa história. E para finalizar, a Segunda Guerra Mundial envolveu possivelmente os 4 líderes mundiais mais importantes do século XX: Winston Churchill, Franklin Delano Roosevelt, Josef Stalin e Adolf Hitler. Não há como negar que esses 4 homens mudaram a história da humanidade, seja para o bem ou para o mal. Não é a toa que somados eles conquistaram 8 títulos de "Homem do Ano", dados pela conceituada revista Time.

Hitler, foi o símbolo máximo da Alemanha Nazista que chegou a deixar praticamente a Europa inteira de joelhos e exterminou praticamente toda a população judia do continente de maneira impiedosa e covarde; Stalin, o homem que impulsionou a expansão da União Soviética, derrotou Hitler no front oriental, mas que ficou conhecido por ser talvez o ditador mais sanguinário da história; Roosevelt, o Presidente que tirou os Estados Unidos da pior crise econômica de sua história após a Crise de 1929; e Churchill, sem dúvida o Estadista mais importante de todos os tempos, que resistiu a máquina de Guerra alemã, mesmo quando o Reino Unido se encontrava sozinho, após a rendição francesa, antes da entrada dos Estados Unidos e enquanto a União Soviética mantinha um pacto de não agressão com os alemães.

Certamente séculos passarão e muito ainda vai ser escrito, debatido e filmado sobre a Segunda Guerra Mundial. Ainda estamos assimilado o que aconteceu. O tema ainda está muito longe de se esgotar. Talvez, nunca se esgote e jamais seja esquecido. Mas que tenhamos a sabedoria de entender as lições que esse conflito deixou para nunca mais repeti-lo.

O Governo Temer e a CLT

O Circo