O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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As principais reformas que o Brasil precisa

Com a iminente saída de Dilma Rousseff do Palácio do Planalto, talvez seja aberto um curto espaço para que sejam discutidas e eventualmente aprovadas reformas que permitiriam não apenas o reencontro do Brasil com o caminho do crescimento e do desenvolvimento, mas também uma reestruturação de suas instituições e de seu modelo estatal.

Como já defendemos anteriormente, Governos sempre funcionam de forma mais eficiente quando estão próximos de seus governados, de modo que a centralização de dinheiro e poder em Brasília traz consequências danosas para o país. Não é razoável que Brasília sugue mais de 60% de tudo que é arrecadado, restando 23% para os Estados e pouco mais de 17% para nossas milhares de cidades. Além da problemática envolvendo a repartição de recursos entre as unidades federativas, a efetiva compreensão de nossos regulamentos tributários demanda anos de estudo. Além da Constituição, temos tributos regulados por leis complementares, ordinárias, portarias e medidas provisórias, milhares delas. Por isso mesmo, dentre as reformas que necessitamos, a mais urgente é uma simplificação e racionalização do nosso sistema de tributação, desonerando a folha de pagamento e os investimentos, unificando tributos e contribuições, além de realocar os recursos de forma mais equânime, diminuindo o montante que fica com a União em prol de Estados e Municípios.

Uma segunda reforma essencial para o Brasil é uma revisão do nosso modelo político-eleitoral. Há diversas opções a serem analisadas como voto em lista aberta, fechada, modelo distrital ou proporcional e até mesmo uma reorientação para o parlamentarismo. Todas essas opções devem ser discutidas amplamente pela sociedade. Uma mudança essencial e que não está sendo discutida é a obrigatoriedade do voto. É fundamental que o eleitor que compareça à urna de votação, o faça de forma livre e consciente. A obrigatoriedade de votação, aliada ao grotesco sistema político atual que permite a transferência de votos entre candidatos da mesma legenda, são as principais responsáveis pelo baixíssimo nível das nossas casas legislativas municipais, estaduais e federais.

Por fim, como apontado em artigo interior, é necessário rever nosso sistema educacional para que nos tornemos competitivos em um mundo em constante transformação. Defendemos a reorientação de investimentos educacionais para que o principal foco seja um ensino fundamental e médio de boa qualidade, seguido de uma ampla opção de escolas técnicas que possam capacitar nossos jovens rapidamente para o mercado de trabalho. O modelo atual privilegia o subsídio de diplomas emitidos por Universidades privadas de péssima qualidade, resultando em uma verdadeira mercantilização do ensino superior que não atende aos interesses do país. Universidade, ao contrário do que o Governo defende, não é para todos e nem deveria ser. Precisamos de profissionais capacitados em trabalhos manuais para nossas indústrias e segmentos de prestação de serviços. A quase falência do FIES e do PROUNI demonstra que tais programas não são sustentáveis, de modo que uma discussão sobre a reorientação dos investimentos em educação deve entrar na ordem do dia, tendo em vista a importância estratégica da questão para o Brasil.

O Circo

A intolerância política