O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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Apoio popular? Besteira!

Em uma consulta popular disponibilizada em seu site, o Senado Federal questiona a população sobre a possibilidade ou não de se realizar eleições imediatas para a escolha de um novo presidente.

92% das pessoas que votaram nessa enquete são a favor de novas eleições presidenciais.

Em sua primeira reunião ministerial como presidente efetivo, Michel Temer disse que não aceitará ser chamado de “golpista”.

O nome com que Michel Temer será chamado daqui pra frente, de fato, não me interessa. O fato é que o ex vice e atual presidente não possui absolutamente nenhum amparo popular.

Mas até pouco tempo atrás, os vice presidentes brasileiros tinham legitimidade popular para atuar diretamente na política.

Durante um bom tempo no Brasil, o presidente e vice presidente podiam ser votados separadamente. Jânio Quadros e João Goulart, por exemplo, foram eleitos presidente e vice presidente em votações apartadas. Ou seja, os dois tinham legitimidade popular por terem recebido votos diretos para suas eleições.

No entanto, com a renúncia de Jânio Quadros - numa das jogadas políticas mais estapafúrdias da nossa história - deixando o caminho aberto para a tomada de poder de um vice presidente (João Goulart) que, mesmo com apoio popular, não agradava alguns dos setores mais altos da sociedade brasileira, fez com que esse modelo eleitoral terminasse junto com o Golpe Militar de 1964.

A partir de 1988, o presidente e vice presidente são eleitos em chapa única e a vice presidência tornou-se um cargo quase figurativo. Qual a importância efetiva de Marco Maciel durante o governo de FHC? E a de José de Alencar durante o governo Lula?

Alguém consegue imaginar o Marco Maciel (vice de FHC) ou José de Alencar (vice de Lula) presidentes do país?

O vice presidente só é vice porquê não conseguiria se eleger presidente por forças próprias. O vice não tem força política para ser cabeça de chapa. O vice não tem votos e não tem apoio popular para se eleger sozinho. Geralmente, ele ajuda a compor algum tipo de interesse e/ou negociação para dar sustentação ao presidente, mas só.

Mas com Michel Temer será diferente. Ele tem o PMDB nas mãos e não se aprova ou reprova nenhuma matéria política no Brasil sem que o PMDB dê o aval.

E eles não vão largar o osso e a proposta para realização de novas eleições presidenciais não vai ser aprovada nunca.

É uma pena, mas 92% da vontade popular brasileira não parece ser páreo ao poderosíssimo Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

Eu tenho dito há tempo, o PMDB é o principal câncer da política brasileira. Muito mais do que PT/PSDB.

Se quisermos mudar a política brasileira, nós precisamos refletir em como desmantelar e descentralizar este poder monumental que o PMDB tem em nosso país.

Sem isso, nada feito. Mesmo que 100% da população queira. 

O futuro político de Dilma Rousseff

O quê vem depois do fim?