O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

O fetiche pelas vaias

Somos um povo que gosta de vaiar. 

Chefes de Estado em eventos internacionais são um bom exemplo. Lula nos Jogos Pan-americanos, Dilma na Copa e Temer nas Olimpíadas não escaparam. 

Não apenas o adversário, mas nossa própria seleção ou clube de futebol quando vão mal em uma partida são vaiados. Neymar e cia. foram alvo da ira dos torcedores brasilienses no final de semana contra o Iraque. 

Vaiamos jogadores de clubes rivais quando jogam com a camisa canarinho. Em um jogo do Brasil contra a Inglaterra no Maracanã, minha esposa estrangeira ficou sem palavras ao ver a maioria flamenguista vaiando o então tricolor Fred. 

Atletas de outros países enquanto competem contra brasileiros também são achincalhados. Péssimo em qualquer ocasião, muito pior em um contexto olímpico, quando o espírito de união entre os povos deveria estar no centro das atenções. 

Será que vaiar nosso time ou seleção ajuda os jogadores a reencontrar o bom futebol? 

Qual o sentido em vaiar as jogadoras russas de vôlei de praia quando o placar está amplamente favorável às atletas brasileiras?

A realidade é que somos um povo acomodado por natureza e a vaia é o ápice desta acomodação. Uma revolta passiva, onde basta ficar sentado e abrir a boca. Anônimo, preguiçoso e com pouquíssimos resultados práticos. 

Quantos daqueles que vaiam tomam alguma medida efetiva para defender aquilo que acreditam? Alguns, com certeza. A maioria? Duvido. 

Sozinha, a vaia não transformará o Brasil no país que sonhamos. 

No caso das Olimpíadas, ainda corremos o risco de perder a fama de povo hospitaleiro e acolhedor. 

Uma pena...

O Brasil está em festa! Mas de qual Brasil nós estamos falando?

Don Corleone dá uma aula de política aos brasileiros