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Hillary Clinton x Donald Trump

Embora não seja ainda oficial, nessa segunda-feira, segundo a Associated Press, a ex-Secretária de Estado, Hillary Clinton, atingiu o número de delegados necessários para ser a candidata do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos. De acordo com a agência, mesmo que vença as primárias nos 6 estados que ainda faltam, o Senador Bernie Sanders não poderá mais ultrapassar a ex-Primeira Dama. Dessa forma, Hillary fica mais próxima de se tornar a primeira mulher a ocupar o cargo mais importante do mundo, mas para isso precisará derrotar o bilionário Donald Trump, que no mês passado se tornou o candidato único nas primárias do Partido Republicano, após a desistência de seus adversários.

Apesar da confirmação como candidata, Hillary tem motivos de sobra para se preocupar. Antes apontada como grande favorita para chegar à Casa Branca, a ex-Secretária de Estado suou para vencer Bernie Sanders e garantir a indicação do partido. Atingida pelo escândalo que revelou o uso de seu e-mail privado para tratar de questões de Estado e pela insatisfação dos americanos com a política tradicional, Hillary tem sofrido com o aumento de seu índice de rejeição. Embora não tenha sido o suficiente para causar uma derrota nas primárias democratas, essa crescente rejeição pode ser determinante em um eventual fracasso nas eleições de novembro.

De acordo com as mais recentes pesquisas de intenção de voto, a ex-Secretária de Estado até recuperou terreno e abriu mais de 10 pontos de vantagem sobre Trump, após algumas enquetes terem apontado empate entre os candidatos no último mês. Entretanto há de se considerar que o foco dos candidatos até as últimas semanas, era as primárias de seus partidos. A campanha para valer só começa agora, e embora Hillary ainda possa ser considerada favorita, o resultado final é bastante incerto.

Donald Trump deve seguir apostando em seu polêmico discurso que promete fazer a "América grande de novo", visando garantir o eleitorado mais conservador e o empresariado. Já Hillary seguirá com a retórica mais social, focada na ampliação de serviços públicos e voltada para os mais desfavorecidos e as minorias. O desafio dos dois é conseguir conquistar os eleitores insatisfeitos com o establishment, que clamam por mudanças no jeito de se fazer política e tem se oposto a Hillary, além dos republicanos mais tradicionais que tem se recusado a apoiar Trump. São esses grupos que irão decidir o pleito para um lado ou para outro. Qualquer prognóstico hoje parece muito precipitado.

 

O exemplo que vem de cima

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