O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

A macroeconomia e o "povão"

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Com a melhora continuada dos indicadores econômicos brasileiros, são rotineiras afirmações que números, indexadores e percentuais extraídos do mundo financeiro pouca importância têm para o cidadão de classe baixa que acorda cedo trabalhar (ou para procurar um emprego). Pessoalmente, já ouvi diversas vezes afirmações como: “o povo não se importa com o aumento do dólar”, “o trabalhador não está preocupado com a queda dos juros”, ou mesmo “crescimento econômico não é algo que beneficia a camada mais pobre da população”.

O fato da maior parte dos brasileiros não acompanhar, ou mesmo não compreender certos fenômenos da economia, não significa dizer que os efeitos destes movimentos, sejam eles positivos ou negativos, não serão sentidos. O preocupante não é que os que lutam pela sobrevivência diariamente desconheçam, por exemplo, os reflexos do desequilíbrio continuado das contas governamentais na sua vida, mas sim que aqueles posicionados nas camadas mais abastadas da sociedade simplesmente optem por perpetuar uma total ignorância econômico-financeira.

Sim, o descontrole das moedas externas possui reflexos terríveis para os mais pobres!

Sim, a queda dos juros de forma sustentável é algo positivo para praticamente todos os segmentos da sociedade!

Sim, a única solução para o desenvolvimento do nosso país é o crescimento sustentável, algo que só será alcançado como novas reformas, incluindo a previdenciária e uma profunda modificação na nossa estrutura tributária! 

Em um exemplo bastante simples, tomemos como exemplo o pãozinho ou pão francês, que conta como ingrediente básico a farinha de trigo. Em que pese ser um dos maiores produtores de alimentos de todo o mundo, nosso país importa anualmente milhões de toneladas de trigo (mais de US$ 18.400.000.000,00 – dezoito bilhões e quatrocentos milhões de dólares - foram gastos como a compra dessa matéria-prima vegetal nos últimos anos).

Notaram a moeda utilizada?

D-Ó-L-A-R.

Não é preciso um doutorado em economia para compreender que a alta descontrolada da moeda americana acarreta reflexos draconianos para os mais pobres. Apesar de não visitarem New York com frequência, certamente esta camada da população consome algum tipo de bem alimentício básico cuja produção depende de elementos importados.

O mesmo raciocínio é aplicado para diversos outros indicadores econômicos, muitas vezes taxados de irrelevantes e vistos como meras estatísticas manipuladas por uma burguesia pouco preocupada com os infortúnios do sacrificado trabalhador brasileiro. Reflexo de uma sociedade que nenhum valor dá ao aprendizado de noções básicas de economia, algo que deveria constar do currículo de todas as escolas públicas e particulares desse país.

HUMANS

Vai tomar no cu!