O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Doria, Crivella e Freixo: Rio e São Paulo em foco

E a terra da garoa quis João Doria para o cargo de prefeito. Este mesmo ricaço que fez cara de nojo ao tomar café com leite num “pé-sujo” paulistano, enquanto fazia sua campanha exitosa.

Neste mesmo momento em que o milionário Doria se prepara para assumir o referido posto na maior cidade do País, a direita se vangloria de haver supostamente derrotado o PT nas urnas, o que de fato ocorreu em pontos importantes do Brasil.

Deveras, após a farsa parlamentar em que nosso “presidente” Temer sucedeu a Presidenta Dilma, ainda que sem provas de que tenha ela praticado o chamado crime de responsabilidade, desta vez, ao menos, o tal recado das urnas se deu de forma legal.

É evidente que o PT sente o baque. Impossível desprezar que os partidos que representam as elites conservadoras voltaram ao protagonismo que desejavam ter. Mas a política é cíclica. Mudanças vêm subitamente para o bem e para o mal. Será preciso honrar os votos de maneira robusta e contundente. O eleitor está mais exigente.

No Rio de Janeiro, o possível sucessor de Eduardo Paes foi derrotado, muito embora a grande mídia tenha feito enorme esforço para vendê-lo como o único homem de bem e com chance de manter o que feito de bom pelo atual gestor da Cidade Maravilhosa.

Esqueceram-se, contudo, de que as gafes e as ignomínias proferidas por Paes nos últimos tempos, unidas à suposta agressão de Pedro Paulo contra sua mulher, que o tornou réu em matéria penal, fizeram dele alguém com grande rejeição popular. Resultado: Crivella x Freixo.

O bispo, em primeiro lugar; Freixo, dado como eliminado da disputa por alguns, em segundo.

Inegável que Freixo representa a esperança de uma política para todos, feita de forma combativa e justa. Ele vem demonstrando seriedade e bom-senso há tempos, e merece uma oportunidade de mostrar a que veio, derrubando a política velha e grosseira a que nos acostumamos, baseada em esquemas e alianças espúrias e perigosas.

Entretanto, o vácuo político que preenche o País a esta altura é tão claro, que lideranças religiosas como o Bispo Crivella ganham força e podem conquistar o que pretendem.

Entendo que tal seria desastroso sob qualquer prisma. Crivella não tem perfil para fazer do Rio uma cidade mais digna; ao revés, sua total vinculação com a religião poderá, desgraçadamente, provocar incidentes permeados de ódio político e religioso a um só tempo, principalmente em tempos de tamanha intolerância religiosa como os atuais.

Em suma, penso que o Rio tem a chance de não sucumbir à loucura como São Paulo. E não será elegendo Crivella que o fará.  Quem viver, verá.


O Café Politik é uma fonte de informação e conteúdo independente. Não recebemos subvenções estatais ou empresariais. Se aprecia o nosso trabalho, não hesite em contribuir para a ampliação e melhoria do nosso Café!

Para pequenas contribuições mensais, visite nossa página no Patreon!

Patreon

Para doações únicas em qualquer valor, utilize o PayPal clicando em Doar!

A eleição de Dória e a agonia petista

As eleições municipais e o futuro