O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

A unanimidade brasileira

O Brasil vive dias conturbados. Ânimos exaltados, discussões acaloradas, amizades em cheque e o motivo é sempre o mesmo: a profunda crise política nacional. As diferenças são absolutamente naturais em um regime democrático e o debate em alto nível é sempre saudável e enriquecedor. O que é espantoso hoje, é ver como estamos nos jogando em espectros políticos absolutamente opostos, quase como se fossemos inimigos. Parece que hoje não há meio termo, não há moderação, ou somos coxinhas ou somos petralhas.

Preocupado com os rumos desse debate, resolvi propor algo diferente: Que tal focarmos um pouco em nossas congruências? Podemos ter visões distintas de economia, vislumbrar diferentes papéis para o Estado, enxergar o processo de impedimento da Presidente Dilma cada um a sua maneira, mas tenham certeza que temos mais pontos de concordância que podemos imaginar. Duvida? Que tal falarmos de Eduardo Cunha?

Eduardo Cunha, Presidente da Câmara dos Deputados, tem tido papel decisivo para a aceleração do processo de impeachment. Hoje é tido pelo Planalto e por aqueles que defendem a permanência de Dilma Roussef na Presidência da República, como seu inimigo número 1 . Mas isso tampouco faz de Cunha uma referência para aqueles que defendem o afastamento da Presidente. Sua liderança no processo é um tiro no pé, pois dá argumentos para aqueles que se opõe ao impeachment e aumenta o engajamento em manifestações pró-governo.

Acusado de ser beneficiário de propinas em uma série de delações durante as investigações da Operação Lava Jato, o Presidente do Congresso hoje é réu em um processo que corre no Conselho de Ética da casa, acusado de ter mentido quanto a existência de contas no exterior em seu nome. A verdade é que a presença de Eduardo Cunha põe em cheque a própria lisura o processo de impeachment, denigre ainda mais a imagem do Congresso Nacional e empobrece o debate político.

Cunha é prejudicial a democracia, presta um desserviço ao país como Presidente da Câmara dos Deputados. Se trata hoje de uma unanimidade, cuja rejeição vai da esquerda a direita sem fazer distinções de idade, cor ou classe social. Sua renúncia imediata de suas funções seria benéfica para todos os lados pois aumentaria a credibilidade do processo de impeachment e daria mais confiabilidade ao resultado, seja ele qual for.

O impacto da saída do PMDB

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