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As eleições municipais e o futuro

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Havia comentado no último Café com Politik que os resultados das eleições municipais deste ano certamente seriam desfavoráveis aqueles diretamente ligados à imagem de Dilma, Lula, do PT e também de Michel Temer. No Rio, em São Paulo e em várias outras cidades pelo país isto ficou claro.

Na capital paulista, o novato político João Dória venceu no primeiro turno. No litoral e no interior, o que se viu foi um domínio do PSDB. Além da capital, o PT também ficou pra trás em cidades importantes como Santos, São José dos Campos e na região do ABC paulista. Lula não conseguiu nem eleger seu filho vereador.

Já no Rio de Janeiro, Jandira Feghali, a principal aliada de Dilma e Lula, ficou com pouco mais de 3% dos votos. Marcelo Freixo, do oposicionista PSOL, conseguiu uma boa arrancada final, mas perdeu quase 500.000 votos se compararmos com 2012.  Já Pedro Paulo, vinculado ao PMDB de Temer, não passou ao segundo turno.

Em Belo Horizonte e em Porto Alegre deu PSDB, enquanto ACM Neto, do DEM, obteve quase 75% dos votos e se reelegeu Prefeito de Salvador. Das grandes cidades, apenas Recife terá um candidato do PT no segundo turno e ainda assim em ampla desvantagem percentual.

A realidade é que a gestão ruinosa de Dilma Rousseff e as reiteradas denúncias e delações minaram de forma incontestável o capital político do PT e de Lula. A partir de 2017 o PT governará um terço das cidades que comandava em 2012. Estes resultados demonstram que a próxima disputa presidencial será muito difícil para o ex-presidente Lula ou para quem tiver o seu apoio.

O mesmo pode ser dito do PMDB de Michael Temer. Um dos poucos presidenciáveis peemedebistas com mais carisma e histórico de realizações seria Eduardo Paes, que sequer conseguiu emplacar seu sucessor no segundo turno.

Quando se trata das esquerdas, o PSOL tem tudo para angariar os votos dos descontentes com o PT e PCdoB. A impressão que tenho, entretanto, é que a centro-direita sai fortalecida destas eleições. O resultado obtido pelo PSDB, sobretudo em São Paulo, reforça a posição de Geraldo Alckmin como principal nome do partido para disputar a presidência em 2018.

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