O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Vai tomar no cu!

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Não caro leitor, essa mensagem não é direcionada a você. Tampouco é um recado aos nossos políticos, muito embora, diversas vezes eles mereçam os piores xingamentos. Esse também não é um desabafo após o gol feito, que o centroavante do meu time perdeu na última rodada do Brasileirão.

Na verdade essa é a reprodução de uma mensagem direcionada a mim mesmo, aqui em nossa página no Facebook. Um comentário de um leitor se referindo a uma de nossas publicações. Uma crítica, em um tom não tão bem educado assim, a um dos textos de minha autoria publicados nesse espaço.

Sendo muito honesto, isso em nada me agride. Do ponto de vista pessoal, não me sinto nem um pouco ofendido, afinal é um comentário de tamanha superficialidade, que não acredito que mereça qualquer tipo de sentimento dessa natureza. Confesso, entretanto, que fico extremamente desapontado com a maneira como estamos involuindo como sociedade, nos tornando vazios, primitivos, agressivos, intolerantes...

Não é a primeira vez que levanto essa questão aqui no Café Politik, mas fico estarrecido a cada vez que vejo nas redes sociais a facilidade com a qual as pessoas se ofendem de maneira absolutamente gratuita. Desconhecidos se tornam inimigos mortais com uma rapidez assustadora e por razões absolutamente banais. Um fenômeno que tem colocado à prova o mito da cordialidade do povo brasileiro.

Fato é que ferramentas como Facebook, Instagram e Twitter, embora sejam poderosos canais de relacionamento, informação e até mobilização social, tem se tornado, ao menos no Brasil, ambientes extremamente hostis, onde as pessoas, sentem-se livres para revelar seu lado mais mesquinho, estúpido e boçal. Um forte indício que falhamos como sociedade, que não conseguimos construir um verdadeiro senso de vida em comunidade, e que se não fossem as convenções sociais e própria lei em si, estaríamos nas ruas nos ofendendo, nos agredindo e nos matando sistematicamente.

Não creio no fatalismo. Acho que somos donos dos nosso próprios destinos, e por isso, podemos de alguma determinar o nosso futuro e de nossa comunidade. Assim sendo, não é porque fracassamos até hoje como sociedade, que estamos destinados a isso. Precisamos porém de uma profunda mudança cultural no Brasil. Algo que passa por um pesado investimento em educação e cultura, mas que também tem que partir de nós mesmos. Uma mudança de atitude, que comece nas pequenas coisas e que nos torne melhores na vida social, afinal gentileza gera gentileza.

A macroeconomia e o "povão"

Carta ao Tom 2017