O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

A farra partidária brasileira

Você sabe quantos partidos políticos existem no Brasil? Olha, é melhor sentar na cadeira, porque senão você pode cair para trás. De acordo com o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), há 35 partidos políticos registrados no país. Sim, isso mesmo, 35 e o que é mais chocante é que nossos políticos não parecem satisfeitos. Não há uma informação oficial, mas segundo a Wikipedia, há pelo menos mais 21 partidos colhendo assinaturas para obter seu registro, o que fará que em breve possamos chegar a incrível marca de 56 partidos políticos no Brasil.

Esse número é escandaloso, uma anomalia das mais grotescas de nosso sistema político-partidário. Obviamente que não há razão ideológica para existirem tantos partidos. Como pode-se imaginar, as razões para isso não são das mais nobres. Na verdade, grande parte das legendas se prestam a ser apenas partidos de aluguel, entidades estritamente fisiológicas que atendem basicamente a interesses pessoais de seus dirigentes. Esse partidos costumam atuar oferecendo apoio a candidatos a cargos no Executivo de legendas mais significativas, cedendo assim o tempo de TV e rádio que tem a sua disposição no horário eleitoral gratuito. Além disso, eles também participam de coligações com partidos de pequeno e médio porte para eleições no Legislativo. Como quociente eleitoral é calculado sobre o número de votos da coligação, esses partidos levam todos os votos que seus candidatos receberam para a coligação, aumentando assim a possibilidade dos partidos participantes garantirem alguma cadeira nas Assembléias Legislativas ou até mesmo no Congresso Nacional. E evidentemente, como já é praxe na política nacional, esse apoio tem seu preço, algo que muitas vezes envolve cargos para seus dirigentes em Ministérios, Secretarias, órgãos públicos ou até mesmo Gabinetes de deputados e vereadores.

Outro ponto que é sempre bom lembrar, é que todos os partidos registrados no TSE tem direito a uma fatia do Fundo Partidário, mesmo aqueles sem representação alguma em Assembléias Legislativas, Congresso Nacional, Prefeituras e Governos dos Estados. Embora o fundo tenha 95% de suas verbas destinadas de maneira proporcional ao número de cadeiras dos partidos no Congresso, os outros 5% são distribuídos de maneira igualitária. Dessa forma, até os partidos mais nanicos tem direito a parte dessa bolada, que para se ter uma idéia, em 2015 aumentou de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões. Um aumento de 300%. E tudo isso, é claro, sai do bolso do contribuinte.

Muito se fala em Reforma Política desde as manifestações de 2013 e de fato é uma necessidade do país. Há uma série de questões que precisam ser revistas desde o financiamento de campanhas políticas até a possibilidade da implantação de um sistema parlamentarista ou semi-presidencialista. Mas tão importante quanto essas pautas, a mudança do modelo partidário é fundamental para que possamos reduzir drasticamente a quantidade de partidos no país. O número atual é uma aberração que traz prejuízos a própria democracia brasileira. Custa caro para os cofres públicos, confunde o eleitor, atende interesses escusos e não agrega absolutamente nada ao debate político.

Por um novo pacto federativo

Rejeição Geral