O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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O ressurgimento da centro-direita no Brasil?

Há muito se fala na ausência de partidos de direita no Brasil. O DEM, antigo PFL, é usualmente apontado como sendo o único representante de uma agremiação essencialmente liberal. Ouso discordar. O caráter fisiológico e pouco propositivo do Democratas o torna apenas mais um em uma panaceia de legendas mais comprometidas com cargos e indicações políticas do que com seus estatutos e regimentos.

O PSDB, comandado pelo multi-delatado Aécio Neves, certamente tem posicionamentos mais à direita do PT e do PCdoB. Não obstante, se as raízes sociais democráticas dificultam a caracterização dos tucanos como liberais clássicos, a sua estrutura inchada, pouco renovada e já totalmente integrada às negociatas e traquinagens do nosso sistema político torna pouco crível que o PSDB implemente as profundas reformas que o país precisa.

A direita hoje no Brasil é representada não por um partido, mas sim pelo deputado fluminense Jair Messias Bolsonaro.

Isto é algo desastroso.

Qualquer pessoa com um mínimo de lucidez político-econômica sabe o quão vazio e, até mesmo, perigoso é o discurso de Bolsonaro. Suas propostas, se é que elas existem, são essencialmente estatistas e anti-liberais e em nada representam o ideário da nova direita democrática.

A ausência de um grupo político de centro-direita com coerência programática e capilaridade é um dos motivos que tornou possível o surgimento de figuras como Bolsonaro. A esquerda, de certa forma, conseguiu algum tipo de renovação em partidos com o PSOL que, além de buscar a observância de suas linhas mestras, mantém um quadro de lideranças com algum tipo de credibilidade.

O mesmo processo tem que ocorrer com a direita.

O Partido Novo, fundado em 12/02/2011 tem potencial para se tornar uma força de orientação liberal no cenário político brasileiro. A legenda conseguiu registro no TSE no final de 2015 e, teoricamente, já estaria apta a disputar as eleições municipais deste ano. Se o Novo vai ou não ter candidatos em outubro ainda é incerto, já que a agremiação parece não contar com a infraestrutura necessária para ser competitiva.

É uma questão de tempo e mesmo que o Partido Novo não participe das eleições neste ano, pela primeira vez em décadas os eleitores de centro-direita no Brasil já podem enxergar uma luz no fim do túnel.

A carência de novas lideranças políticas no Brasil

Café com Politik #1