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Impressões do primeiro dia do julgamento final do impeachment

Tendo assistido quase quem totalidade dos debates no primeiro dia da fase final do processo de impeachment da Presidente Dilma Rousseff, me pareceu claro o ímpeto dos senadores do PT e do PCdoB em tumultuar e atrasar a sessão.

Direito de defesa é uma coisa e deve ser respeitado.

Discursos inoportunos e questões de ordem recicladas, entretanto, não deveriam ter espaço em um momento tão importante como esse."

Um exemplo foi a intervenção da Senadora Gleisi Hoffmann logo ao início dos trabalhos, que bradou que o Senado Federal não teria moral para julgar Dilma Rousseff.

Ora, não tenho dúvida que aquela casa está repleta de canalhas, mas a própria Gleisi já foi delatada na operação Lava-Jata e seu marido está em vias de ser novamente preso por recebimento de milhões de reais em propina.

Além de discursos intempestivos e inoportunos, os Senadores de oposição utilizavam seus pedidos de tempo para reiterar questões de ordem já apresentadas e anteriormente indeferidas ao longo do procedimento na comissão do Senado e na sessão de pronúncia, realizada em 09/08/2016.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, que atualmente ocupa o cargo de presidente da sessão de julgamento do impeachment, com uma paciência sobre-humana, ouviu e indeferiu as dezenas de pronunciamentos realizadas pelos senadores Lindbergh Farias, Gleisi Hoffman e Vanessa Grazziotin, a chamada "tropa-de-choque" de Dilma. 

A sessão que foi originariamente agendada para oitiva de testemunhas foi atrasada por horas a fio de forma totalmente desnecessária, prologando a solução do processo e a instabilidade política causada pela indefinição de quem será o mandatário do país até 2018.

Um dos únicos momentos positivos para a defesa de Dilma, foi a oitiva de Julio Marcelo de Oliveira, procurador do Ministério Público junto ao TCU, como informante e não como testemunha. Ricardo Lewandowski entendeu que compartilhamentos em redes sociais do Sr. Julio envolvendo protestos supostamente convocados para a desaprovação de contas de Dilma Rousseff junto ao Tribunal de Contas o tornariam suspeito para depor como testemunha.

Na prática, tal medida não terá repercussão, já que o depoimento do procurador foi colhido e os Senadores puderam fazer as perguntas que desejavam.

Fora isto, a oitiva dos depoentes transcorreu sem maiores novidades. Todos os ouvidos já haviam deposto à comissão especial do impeachment e apenas reiteraram seus argumentos ao plenário do Senado.

Dificilmente a fala da testemunha e do informante de acusação reverterá o entendimento já formado ao longo de todo o processo.

Por isso mesmo, ao que tudo indica, petistas e comunistas continuarão a utilizar todas as oportunidades para atrasar o processo de julgamento, como se questões de ordem recicladas, ataques aos senadores e discursos, tão cansativos quanto melodramáticos, fossem reverter o entendimento que já parece consolidado no Senado Federal pelo afastamento definitivo de Dilma Rousseff.

O grande momento deste processo deverá se dar na segunda-feira, quando a Presidente afastada comparecerá pessoalmente ao Senado para apresentar sua defesa. Ela e somente ela ainda tem alguma possibilidade de reverter o quadro de aparente definição sobre o seu impedimento.

Impressões do segundo dia do julgamento final do impeachment

As manifestações políticas nas Olimpíadas RJ 2016