O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Acreditem, não chegamos ao fundo do poço!

O fundo do poço brasileiro parece não ter fim.

Algumas áreas chave da formação econômica brasileira se desenvolveram muito ao longo dos anos e os setores de petróleo, construção civil, agropecuária e bancária se tornaram referências para todo o mundo.

Mas a desordem criada pela classe dirigente brasileira (políticos + empresários), confundindo interesses públicos e privados, está destruindo os pilares da economia nacional e mostrando o quão frágil são os sustentáculos destes setores.

O setor de petróleo derreteu com as denúncias da Petrobras e sua capacidade de investimento no país talvez nunca mais se recupere.

O setor de construção civil está arruinado com as maiores e mais competitivas empresas envolvidas em práticas espúrias de seus administradores.

O setor de agropecuária já começou a se dilapidar após os donos da JBS explicitarem todas as práticas nefasta dos grandes empresários brasileiros para defenderem seus interesses privados.

Falta o coração de todo sistema econômico brasileiro: o setor de bancos.

Vocês já pararam para pensar em como todo o dinheiro de propina e roubo foi movimentado, sacado, depositado e/ou enviado ao exterior?

Tudo, absolutamente tudo, passou, em algum momento, por algum banco.

E mais que isso! Pensem comigo: Sergio Cabral tinha um bom salário por ser governador do estado do Rio de Janeiro. Se observarmos sua declaração de imposto de renda, conseguimos perceber que ele acumulou algum patrimônio durante sua vida (heranças e etc), mas era razoável que ele tivesse uma conta de R$5,1Milhões em uma joalheria e que seu banco/operadora de cartão de crédito autorizassem transações destas cifras?

Qual a relação que os bancos privados e públicos possuem com seus clientes políticos?

Se Antônio Palocci resolver delatar tudo o que sabe e abrir a “caixa de pandora” do BNDES e as relações do Banco Central com os bancos privados do país, aí sim teremos que reformatar o Brasil.

Segundo um teórico italiano, um “escândalo” consiste em tornar público um ato que havia sido mantido em segredo porque, uma vez tornado público, não poderia ter sido realizado, e, portanto, tinha no “segredo” a condição necessária para sua efetivação.

Pela primeira vez, os segredos da nossa classe dirigente estão sendo desvendados.

Eu acredito que não estamos nem perto de saber toda a verdade desta confusão feita pela nossa classe dirigente (políticos + empresários) e que a rotina de escândalos no Brasil ainda está longe de acabar.

Nos resta saber se queremos chegar ao fundo do poço.

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E agora, República?