O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

O compromisso com a verdade

Poucas coisas revolucionaram o mundo e a maneira das pessoas se comunicarem como a internet. Distâncias foram reduzidas, o acesso a informação foi democratizado e hoje tudo parece ao alcance das nossas mãos a qualquer momento. Encontramos amigos, fazemos contatos profissionais, lemos o jornal, fazemos compras, pagamos nossas contas... E isso porque a internet é um fenômeno com pouco mais de 2 décadas de existência. Estamos apenas começando, ainda temos muito a descobrir. Parece não haver limites para a tecnologia.

Hoje através da rede, qualquer pessoa pode se expressar e dizer para o mundo o que pensa. Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, blogs e sites dão voz a bilhões de pessoas diariamente por todo o mundo. Bastam alguns poucos segundos para fazer com que suas idéias cheguem ao outro lado do planeta. Somos influenciados muitas vezes por gente que não fazemos idéia de quem seja, de onde falam e o que realmente pensam. Da mesma forma, nós podemos ser influenciadores através das ideias que compartilhamos, e aí entra uma questão muito importante e que não podemos esquecer nunca: Nós somos os únicos responsáveis pelo que propagamos nas redes sociais, blogs e sites.

É extremamente válido e saudável nos expressarmos, falarmos o que pensamos, o que sentimos e o que desejamos. Mas devemos tomar um cuidado redobrado com as informações de terceiros que compartilhamos na rede. Muitas vezes, lemos um texto interessante, uma informação que julgamos útil, uma notícia bombástica e pensamos imediatamente em compartilhar com nossos amigos, seguidores e afins. O problema é que muitas vezes sequer temos noção de qual é a fonte original do conteúdo que desejamos publicar. E é aí que mora o perigo.

Nos últimos anos, devido ao acirramento político no Brasil, as redes sociais se tornaram o principal local do debate político. O Facebook e o Twitter substituíram a tradicional mesa de bar. Essas ferramentas, porém tem uma capacidade de reverberação infinitamente maior que uma mera mesa de bar. Dessa forma, uma informação falsa pode causar danos muito mais graves, e de fato vem causado. Só nos últimos meses, podemos citar falsas denuncias ligando familiares do Juiz Sérgio Moro ao PSDB, um áudio fajuto atribuído ao ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, pedindo apoio as manifestações de rua e criticando a nomeação do ex-Presidente Lula como Ministro da Casa Civil e diversos documentos adulterados que teriam sido emitidos tanto por PSDB quanto pelo PT oferecendo dinheiro para manifestantes e incitando a violência de seus militantes.

É natural que a medida que compartilhamos notícias publicadas por outras pessoas, ocasionalmente cometamos equívocos. Mas isso não diminui nossa responsabilidade sobre aquilo que publicamos. Precisamos estar vigilantes e sempre buscar investigar a fonte das informações que desejamos compartilhar, de modo a minimizar o risco de propagarmos mentiras. Nosso compromisso, acima de tudo, de qualquer causa, de qualquer corrente ideológica deve ser com a verdade. Qualquer coisa diferente disso é irresponsável, desonesto e definitivamente prova cabal de desvio de caráter.

 

Um país de concurseiros

O contexto civilizatório brasileiro - Ensaio 1