O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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O ocaso de Dilma Rousseff

Há semanas, senão meses, o PT e seu aliados apontavam o primeiro de maio como sendo o grande dia de resistência ao "golpe" em curso no Brasil. As cenas que vimos ontem nas principais capitais brasileiras, entretanto, demonstram claramente quem Dilma não tem o apoio das camadas menos favorecidas da população, algo já atestado por todas as pesquisas de opinião. O maior evento do dia reuniu alguns poucos milhares de militantes em São Paulo.

A data escolhida, o dia do trabalhador, é certamente um dos motivos do fracasso do evento.

Justamente no momento em que o país passa pela pior crise econômica da história recente, com mais de 11 milhões de desempregados, o povo é conclamado a sair às ruas para defender o mandato da principal responsável por este lamentável panorama. Não é à toa que, com exceção de alguns militantes do PT e da CUT, pouquíssimos trabalhadores de verdade se colocaram na posição de vangloriar uma Presidente absolutamente inepta.

Sequer Lula, aliado de maior peso político da atual mandatária, compareceu ao ato realizado no Vale do Anhangabaú. Como justificativa, apontou que "deveria preservar a voz para eventos futuros em defesa de Dilma". Ora, a votação do afastamento da Presidente acontecerá em dez dias. Qual outro evento poderia ser mais importante do que o realizado ontem?

A realidade é que não há qualquer possibilidade de que Dilma continue no cargo após a votação no plenário da Câmara dos Deputados. Com seu afastamento, diminuem consideravelmente as chances de que um dia volte a despachar do Palácio do Planalto. Há espaço para debate sobre a ocorrência ou não de crime de responsabilidade, mas a verdade ululante é que a total incompetência política e incapacidade de gerir o país de forma eficiente foram também decisivos para colocar Dilma nesta situação.

Ainda que não seja requisito constitucional, a falta de apoio popular e político influencia diretamente na condução do processo de impeachment. Assim foi com Collor e assim está sendo com Dilma.

Aécio na berlinda

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