O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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Otimismo cauteloso

Não há dúvida de que a economia brasileira ainda patina. O alto desemprego, retração de investimentos e incertezas sobre quando o país voltará a crescer permanecem. Ainda assim, é possível enxergas alguns sinais importantes de que há luz no fim do túnel.

A recuperação do valor de mercado e da credibilidade da Petrobrás é sem dúvida o acontecimento mais importante dos últimos meses no contexto da economia nacional. Com uma apreciação de mais de 160%, o valor de mercado da gigante do petróleo passou de pouco mais de R$ 70 bilhões em janeiro para cerca de R$ 240 bilhões no final de outubro.

Esta volta por cima é absolutamente fundamental quando verificamos que a indústria do óleo e gás representa mais de 13% do nosso PIB. Estados como o Rio de Janeiro, altamente dependente da cadeia de produção petroleira e tecnicamente quebrados por conta dos problemas vivenciados pela estatal, têm motivos extras para comemorar. 

Outro ponto a ser celebrado é a redução do Risco Brasil em 25% nos últimos cinco meses. Nossa economia só voltará a crescer com a recuperação da confiança dos investidores e ampliação dos investimentos externos e internos. O esforço no reequilíbrio das contas públicas, capitaneado pela controversa PEC241, parece estar dando resultados e diminuindo a percepção de risco para se investir em nosso país. 

Com relação ao mercado de câmbio, verifica-se uma forte valorização do Real nos últimos meses com a cotação do dólar passando de R$ 3,60 para R$ 3,15. Ainda que isto tenha um efeito negativo em nossas exportações, é certo que o ganho de confiança na economia nacional tem fortalecido a nossa moeda de forma continuada. 

Projeções para os próximos anos indicam uma queda significativa da inflação. Para 2016 a estimativa é que o IPCA fique em 6,89%, enquanto no próximo ano a taxa deverá ficar casa dos 5%. Além dos óbvios benefícios para a população em geral, este cenário poderá acelerar a baixa dos juros pelo Banco Central. Este processo, inclusive, já começou. Em 19/10 o COPOM decidiu pela primeira redução da taxa SELIC em quatro anos. 

Ainda que estes sinais positivos sejam relativamente abstratos para a maior parte de nossa população, é certo que todos os dados aqui apresentados terão impacto direto na vida de milhões de brasileiros. 

A recuperação da Petrobrás possibilitará a retomada de investimentos e contratações pela empresa.

Com menor risco para se investir no país, temos uma ampliação do fluxo de capitais que fortalecem nossa economia em diversos aspectos.

A queda dólar ajuda a combater pressões inflacionárias.

Uma inflação menor possibilita não apenas a ampliação do consumo, como também, mantida a estratégia atual do COPOM, a diminuição do montante pago pelo governo para rolagem da dívida e ampliação dos investimentos públicos e privados. 

Há motivos, portanto, para um cauteloso otimismo


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