O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Nau à Deriva

planalto_tempestade_raios.jpg

Estamos nos aproximando rapidamente das mais importantes eleições presidenciais desde a redemocratização, quiçá de nossa história.

Do ponto de vista político, temos um verdadeiro cenário de terra-arrasada, com as principais lideranças do país, se ainda não condenadas, envoltas em tramas de corrupção das mais sorrateiras. Já nossa economia, não obstante a multiplicação dos sinais de recuperação, precisa da estabilidade decorrente de eleições majoritárias para maximizar investimentos, produtividade e geração de renda.

Em vários países, momentos de crise tendem a produzir novas lideranças políticas importantes. Nos Estados Unidos, citamos Ronald Reagan, que após a tortuosa administração Carter levou os EUA a um período de crescimento econômico sustentável entre 1982 e 1989, sempre acima dos 3%, com pico de mais de 7% em 1984 e Barack Obama, até então praticamente um desconhecido fora de Illinois, construiu sua candidatura no esteio da crise econômica e da impopularidade das guerras de George W. Bush.

No continente Europeu, temos o exemplo de Angela Merkel, que se sagrou primeira ministra da Alemanha após sucessivos anos de recessão durante a gestão do socialdemocrata Gerhard Schröder e, mais recentemente, o jovem Emmanuel Macron, que adentrou o Palácio do Eliseu após o impopular governo do socialista François Hollande.

É natural que períodos de desequilíbrio e inflexão gerem questionamentos, conflitos e novas lideranças.

Não é o caso do Brasil.

Em que pese termos enfrentado a pior crise econômica da nossa história, que pulverizou incontáveis empresas e milhões postos de trabalho país afora, além de um tortuoso processo de impeachment, por muito chamado de golpe, não fomos capazes de gerar UMA só nova liderança política com o carisma, eloquência, racionalidade e temperança necessários para disputar eleições majoritárias na esfera federal.

Em futuros artigos, iremos analisar individualmente os principais pré-candidatos e os motivos pelos quais temos poucas esperanças de que os nomes até então ventilados possam, enfim, preparar o país para o crescimento econômico sustentável e continuado que tanto precisamos.

Economia, a caixa preta de Jair Bolsonaro

Política e Religião não se discute! Será mesmo?