O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

O mito da apropriação cultural e a intolerância

Na última semana, o Brasil acompanhou perplexo a história de Thauane Cordeiro. A jovem curitibana, de apenas 19 anos, foi vítima de um surpreendente caso de preconceito racial. Lutando contra um grave caso de câncer, Thauane usava um turbante para encobrir os efeitos do tratamento contra a doença, quando foi duramente repreendida dentro de um ônibus da cidade. Uma mulher negra, que também fazia a viagem, se aproximou da jovem e afirmou em tom ameaçador que a ela não deveria estar utilizando aquele acessório, já que sua pele era branca.

O caso embora cause surpresa, não é único. Grupos de defesa da cultura afro tem se posicionado de maneira cada vez mais intransigente em nome da causa que promovem. Uma causa incontestavelmente justa, dada a dívida histórica que a sociedade brasileira tem com a comunidade afro-descendente, mas que tem sido confundida com frequência com intolerância e preconceito, o que acaba provocando uma espécie de discriminação às avessas.

A luta para preservar a cultura afro-brasileira é de vital importância. É inquestionável sua contribuição para a própria formação da identidade cultural do nosso país. Mas somos um dos países mais mestiços do mundo. Africanos, índios, europeus e orientais deram, cada um ao seu modo, sua contribuição durante esses cinco séculos de historia. Assim sendo, afirmar que algum desses povos tem propriedade sobre qualquer aspecto cultural que eles tenham trazido, é uma maneira de agredir a própria cultura nacional.

É de vital importância que tomemos extremo cuidado para não confundir ações afirmativas com intolerância. O intercâmbio cultural jamais deve ser considerado uma ameaça aos costumes locais, mas sim uma oportunidade de expandir horizontes e congregar de forma pacífica e respeitosa os mais diversos povos. O mundo que hoje enfrenta, e não admite a construção de novos muros, não pode promover novas barreiras, sejam elas culturais, étnicas ou sociais.

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