O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

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Che Guevara, herói ou vilão?

Herói para alguns, vilão para outros. Amado por seus seguidores e odiado por seus opositores. Poucos persongens tem papel tão intrigante na história quanto o médico argentino Ernesto "Che" Guevara. Mesmo quase meio século após sua morte, "Che" ainda desperta sentimentos antagônicos e atrai admiradores com a mesma facilidade que coleciona inimigos. Mas por que? Quem foi verdadeiramente Ernesto "Che" Guevara?

Um dos principais líderes da Revolução Cubana (1953-59) ao lado de Fidel Castro, Guevara teve papel fundamental na doutrinação ideológica dos revolucionários. Após ter participado da guerrilha que defendia o governo socialista de Jacob Arbenz Guzmán na Guatemala, "Che" ingressou na guerrilha cubana em 1954. Até aquele momento, os guerrilheiros eram apenas camponeses insatisfeitos com a ditadura de Fulgencio Batista (1952-59). O médico argentino foi o principal responsável por transformar a revolta popular em um movimento revolucionário de ideologia comunista.

Após a vitória em 1º de janeiro de de 1959, Guevara exerceu diversos cargos na alta administração do novo governo comandado por Fidel Castro, mas em 1965 decidiu seguir espalhando a revolução socialista pelo mundo. Para seus admiradores um ato de coragem e compromisso com seus ideais. Partiu para o Congo e posteriormente para a Bolívia, onde pretendia estabelecer uma base guerrilheira. Em 1967, acabaria sendo morto pelo exército local.

Não há duvida sobre legitimidade do que motivava os revolucionários cubanos: o desejo de libertar-se de uma ditadura corrupta. Entretanto seus métodos eram terríveis. Há uma série de relatos de execuções sumárias de guerrilheiros tidos como espiões. Muitas dessas execuções se deram pelas próprias mão de "Che". Após ascender ao poder, a promessa de livrar o país de uma ditadura sanguinária movida pelos interesses dos Estados Unidos foi cumprida, mas no lugar instalou-se um outra ditadura, igualmente repressora e dessa vez subserviente aos interesses da União Soviética socialista. Opositores do governo eram mandados executados ou mandados para o campo de trabalhos forçados de Guanahacabibes, onde eram mantidos em condições desumanas, sofriam torturas psicólogas e físicas e em grande parte das vezes não saiam com vida, algo bastante semelhante aos gulags russos na Sibéria ou os Campos de Concentração da Alemanha nazista.

"Che"  Guevara pode até ter sido movido por boas intenções no princípio, mas o fato de comandar um exército de camponeses e pessoas do povo não legitima e justifica o desprezo que ele desenvolveu pela vida de seus adversários. Embora alguns historiadores insistam em apresentá-lo como revolucionário, ele não passou de um assassino. Apesar de socialistas pelo mundo o descreverem como um libertador, ele foi na verdade um dos responsáveis por construir uma das ditaduras mais longevas do último século. Negar esses fatos é fugir de uma realidade que muitos buscam deturpar: ditaduras de esquerda são tão repugnantes quanto ditaduras de direita. Não há como relativizar. E os responsáveis por elas só merecem um lugar na história: O lixo.

A mesquinha

O indefensável Jair Bolsonaro