O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Quem votou em Dilma, votou em Temer

Às vezes é preciso atestar o óbvio: Temer teve os mesmos 54 milhões de votos que Dilma Rousseff, estando apto constitucional e eleitoralmente para assumir a presidência da república nas situações previstas em lei. Alegar que o chefe do PMDB não teria legitimidade para ocupar na cadeira de Dilma é um equívoco do ponto de vista jurídico-eleitoral.

Da mesma forma, taxar o atual vice (e virtual presidente) de canalha, apenas atesta a ingenuidade ou, até mesmo, incompetência eleitoral, daqueles que votaram em Dilma sem realizar que estavam escolhendo uma chapa composta por dois candidatos de dois partidos diferentes. Impossível que se alegue desconhecimento sobre esta figura que há mais de 30 anos faz parte do cotidiano político do país.

Essa inconsequência é sem dúvidas a principal justificativa para o nível baixíssimo de nosso Congresso.

Votamos em personalidades e não em líderes.

Optamos por candidatos sem nos familiarizarmos com suas ideias e propostas.

Não damos qualquer importância aos partidos ou ao seus programas e orientações ideológicas.

Elegemos como mandatários figuras que mal conseguem se expressar ou que, quando conseguem, nos envergonham com seus pontos de vista.

Palhaços, corruptos, egressos do Big Brother, apoiadores de ditaduras, criminosos e sacripantas de todo tipo, nossos representantes são motivo de escárnio ao redor do mundo.

Com todas suas mazelas, uma parte deste Congresso, mais precisamente a Câmara dos Deputados deu ontem o pontapé inicial para impedir a Presidente Dilma Rousseff. A julgar pela divisão do Senado Federal, a saída de Dilma é praticamente certa. Isto irá resolver todos os problemas do País? Evidentemente não. A maior das mazelas que atualmente enfrentamos, a crise causada pela desastrosa política econômica de Dilma, entretanto, poderá ser diluída.

Tal como defendemos anteriormente, e como ficou provado pela votação de ontem, Temer possui uma capacidade de articulação muito maior e poderá devolver a confiança necessária para que empresários voltem a investir, acarretando redução do desemprego e retomada do crescimento econômico em 2017. Pessoalmente, não guardo simpatias por Michel Temer ou pelo PMDB. O pragmatismo, não obstante, me leva a concluir que sua ascensão à presidência é o menor dentre os males que se apresentam como solução para a paralisia política do Brasil.

 

Espetáculo lamentável

Os próximos desafios para superar a crise