O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

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As manifestações murcharam

A baixa adesão aos protestos ocorridos no final de semana demonstram que o ciclo iniciado em 2013, quando milhões de pessoas saíram às ruas para demonstrar insatisfação com a condução do país, está chegando ao fim.

Tudo indica que Dilma deverá mesmo ser afastada definitivamente da presidência e que o Brasil terá que se acostumar com Michel Temer no Palácio do Planalto até 2018. Mudanças de última hora ou manobras jurídicas posteriores no STF são sempre possíveis, mas é improvável que este panorama se altere.

Além do aparente esfriamento dos ânimos no campo político, as notícias oriundas da economia indicam que já deixamos o fundo do poço da recessão, com a redução lenta, mas gradual da sangria de empregos e também com um tímido reaquecimento de diversos setores produtivos.

A tônica dos protestos contra o impeachment deixa claro o motivo da baixa adesão aos atos anti-Temer. Se há alguém mais impopular no país do que o presidente interino, esta pessoa é justamente Dilma Rousseff.

Nem mesmo os cientistas políticos e jornalistas mais à esquerda querem o retorno definitivo da “presidenta”. As mentes pensantes do campo progressista são quase uníssonas em apoiar a proposta de um plebiscito para convocação de novas eleições.

O objetivo desta manobra é evidente: livrar-se rapidamente da incompetente Dilma, abrindo caminho para a candidatura de Luís Inácio Lula da Silva antes que o petista venha a ser condenado judicialmente.

Assim como a desastrosa indicação de Lula para o Ministério da Casa-Civil, vista como a bala de prata para salvar o mandato de Rousseff, o plano do plebiscito tem chances remotíssimas de sucesso. Mesmo que a presidente afastada recupere o seu mandato, seria necessário aprovar uma emenda constitucional, algo que pressupõe um apoio maciço no Parlamento. A inabilidade política já demonstrada por Dilma dificultaria sobremaneira a concretização desta proposição.

Fato é que o retorno e permanência da antiga mandatária no poder acarretaria possivelmente mais dois anos de dificuldades econômicas, incertezas políticas e baixa aprovação. O possível impacto deste cenário nas eleições de 2018 faz com que até mesmo a esquerda se distancie de Dilma.

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