O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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O Petismo e sua luta contra moinhos de vento

Em 1605, Miguel de Cervantes publicava pela primeira sua obra prima, Dom Quixote. O livro conta a história de um pequeno fidalgo castelhano, aficcionado por romances de cavalaria e que perde a razão, passando a viver a fantasia de ser um cavaleiro. Ao lado de seu fiel escudeiro Sancho Pança, ele viaja pela Espanha em aventuras que só existem em sua cabeça. Seus inimigos que julga serem gigantes, nada mais são que moinhos de vento. A história se tornou um clássico da literatura, e hoje, mesmo 4 séculos depois, o espírito de Dom Quixote parece estar mais vivo do que nunca.

O acirramento político no Brasil nos últimos anos, trouxe consigo uma polarização sem precedentes desde a redemocratização da década de 80. Dentro desse cenário, Lula e o PT resgataram o velho discurso, esquecido durante anos, de atacar as elites e assim culpá-las pelo processo de Impeachment da Presidente Dilma, pelo esfacelamento do partido e pela própria deterioração da imagem do ex-Presidente, figura de maior expressão da esquerda brasileira. A insistência dessa narrativa é uma estratégia desesperada e que mostra a total desconexão que o PT tem hoje com a realidade. Lula e o petismo são como Dom Quixote, e as elites são seus moinhos de vento.

O maior inimigo do PT hoje é o próprio partido. Inebriado pelo poder e tomado pela arrogância, o partido se tornou incapaz de admitir seus erros, e assim propor novos caminhos. Após o escândalo do Mensalão, seus líderes condenados por corrupção ao invés de serem expulsos da legenda, tornaram-se ídolos, heróis, mártires da causa. O desmantelamento do esquema, que poderia ter servido para o partido se reorganizar e rever suas práticas, serviu apenas para a elaboração de um esquema ainda mais sofisticado e lucrativo: o Petrolão. Roubaram os cofres da maior Companhia do país, financiaram o próprio partido, os partidos da base aliada e ainda controlaram a oposição através de generosas propinas. Isso durante quase uma década. Tomaram de assalto o Estado, quebraram nossas empresas públicas e ainda levaram o país a crise econômica mais profunda de sua história. Tudo em nome de um projeto, cujo único objetivo era perpetuar-se no poder.

É triste ver algumas pessoas que admiro profundamente e que sei que querem um Brasil melhor, mas que continuam com essas idéias rasas, mesquinhas e ultrapassadas da luta de classes. Elas criam fantasmas de uma elite opressora cruel, digna de bruxas más de histórias da Disney, fantasiam um golpe contra a democracia e embarcam no discurso velho, oportunista e desesperado do ex-Presidente Lula. Estão vivendo um delírio e se não optarem por sua sanidade, irão passar a eternidade junto com ele, lutando contra moinhos de vento.

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