O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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Sobre os oito bilionários

Tem sido noticiado aos quatro cantos na mídia impressa e digital o fato de que oito bilionários teriam supostamente a mesma riqueza de 50% da população mundial. Os ricaços em questão são Bill Gates, Amancio Ortega, Warren Buffett, Carlos Slim, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Larry Ellison e Michael Bloomberg, que fundaram empresas como Microsoft, Zara, Amazon, Facebook e Oracle.

Bom, para início de conversa, é necessário ter em mente que a lista acima contém alguns dos maiores empreendedores dos séculos XX e XXI. Juntas, as companhias por eles criadas empregam diretamente centenas de milhares de pessoas ao redor do globo. O patamar de inovação e geração de riquezas fomentado por estas empresas é estrondoso, superando em muito o patrimônio de seus fundadores.

Culpar o "capitalismo" por este "exemplo de desigualdade econômica" sem colocar as coisas em perspectiva é intelectualmente desonesto. Se o capitalismo é responsável por algo, é justamente por possibilitar que empresas como Amazon e Oracle sequer existam. 

Análises rasas, de viés revanchista e que apontam a existência destes bilionários como exemplo do que está errado no mundo defendem ideias que, se postas em prática, inibiriam o próprio surgimento destas empresas, o que só ocorre em sociedades economicamente livres. Seria razoável esperar que um Google ou uma Apple viessem da Coréia do Norte?

Esse é justamente um dos maiores problemas do Brasil, uma nação hostil à inovação e ao empreendedorismo, onde os jovens não sonham em fundar suas próprias empresas, mas sim em ocupar um cargo público qualquer pelo resto de suas vidas.

Futuros bilionários brasileiros como Mark Zuckerberg ou Jeff Bezzos fariam sim muito bem ao nosso país.

Uma pena que dificilmente eles irão aparecer.

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