O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Donald: trampolim para o inferno

A eleição de Donald Trump nos Estados Unidos significa a derrota da política. Traduz a noção do caos. Alimenta o ódio à maior potência do Planeta.

Ora, já não é de hoje que grupos fundamentalistas como o Estado Islâmico vêm tentando demonstrar seu poderio ante os países ocidentais de maior expressão.

A França conheceu há um ano a força doentia desses rebeldes no evento em que centenas de pessoas tiveram suas vidas brutalmente ceifadas em atos terroristas ocorridos em sequência em Paris.

Eleger Trump, neste sentido, representa um passo muito perigoso rumo ao caos social, político e bélico.

O mundo clama por paz e por acordos que levem a ela, e, neste mesmo momento, os EUA preferem ter no poder um homem que prega o dissenso, o racismo e a xenofobia.

As ideias desse multibilionário são um risco para o mundo desde já, uma vez que o papel de liderança que os EUA detêm no mundo é evidente, e portanto quaisquer decisões levadas a efeito por Trump podem ocasionar um verdadeiro colapso em escala global, inclusive com sensível aumento de atos de terror, já que os grupos rebeldes certamente não se acomodarão enquanto não expuserem àquela potência sua força destruidora.

As relações com o México, por exemplo, já se veem altamente deterioradas, tendo em vista o tal muro divisor que Trump prometera erguer para barrar a entrada de mexicanos em território norteamericano.

Ora, ainda que o muro em questão sequer seja de fato levantado, a simples proposta trazida à baila pelo futuro gestor da White House compromete de antemão a política dialética entre os dois países.

Ademais, perdem também esperança as mulheres, que tão banalizadas e reificadas são pela fala de Trump, que as vê como objetos, o que poderá conduzir a um aumento nos índices de violência contra elas, vez que a figura máxima da política norteamericana e mundial age com desprezo quando o assunto são as mulheres, e não há dúvidas de que um exemplo desse tipo trará reflexos sociais, num mimetismo ideológico horripilante e daninho.

Entendemos, contudo, que o único elemento favorável neste cenário dramático para o mundo é poder observar que um homem digno como Obama passará o bastão presidencial ao sórdido Donald Trump de forma legal, serena e democrática, algo que em nosso País não se nota e nem se notou recentemente, em que criou-se uma farsa legitimadora do “governo” tampão Temer.

Nos EUA, embora o repúdio a Trump seja enorme, mais enorme ainda é a robustez da democracia, em que a vontade popular, ainda que longe de unânime, prevalecerá e ganhará forma na posse do novo presidente. Com isso, o Brasil tem muito a aprender.

Encruzilhada

Imaginem