O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Guerra aos Bolivarianos

Durante os pouco mais de 13 anos no poder, os governos petistas ficaram marcados por uma política externa muito mais orientada pela afinidade ideológica que por interesses nacionais. Governos de esquerda, ditaduras africanas e principalmente nossos vizinhos Bolivarianos ganharam protagonismo e se tornaram importantes aliados do governo brasileiro. Bastou pouco mais de 24 horas, para o novo governo mostrar que essa política está com os dias contados.

Assim que a admissibilidade do impeachment da Presidente Dilma foi aprovada no Senado Federal e seu afastamento confirmado, os governos de países alinhados ideologicamente ao PT, começaram a se manifestar. Cuba, Nicarágua, Venezuela, Bolívia e Equador publicaram notas atacando as instituições brasileiras, denunciando o "golpe" e afirmaram não reconhecer o novo governo. O Itamaraty precisava dar uma resposta. E ela foi dada em grande estilo.

Em nota, o Itamaraty afirmou que os países mencionados acima propagaram falsidades sobre o processo político interno no Brasil, que segundo a texto, se desenvolve em respeito absoluto às instituições democráticas, seguindo rigorosamente o rito estabelecido na Constituição, com aval e determinação do Supremo Tribunal Federal. A resposta foi perfeita: sóbria, objetiva e dura como a situação exigia. Um belo cartão de visitas da diplomacia brasileira, agora comandada pelo novo Chanceler José Serra.

Fica assim a esperança que tenhamos uma política externa estritamente orientada pelos interesses nacionais. Que o Itamaraty tenha autonomia para exercer seu papel com liberdade e independência, sem a influência ideológica como nos Governos de Lula e Dilma. E que a diplomacia brasileira continue nos orgulhando, como fez ontem. Ponto para nossos diplomatas, para Serra e para o Governo Temer.

Privatizações

O Ministério de Temer e a primeira polêmica do novo governo