O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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O Ministério de Temer e a primeira polêmica do novo governo

Michel Temer mal assumiu a Presidência da República e já se envolveu na sua primeira grande polêmica: a formação do seu Ministério. Apesar de não apresentar nenhuma surpresa, algumas escolhas foram mal recebidas por parte da opinião pública. O fato de não contar com mulheres, negros e principalmente o fato de haver três investigados pela Operação Lava Jato gerou diversas críticas e revelou o tom da oposição que Temer irá enfrentar no Governo.

De uma maneira geral, a nova composição ministerial me agradou e a redução do número de pastas de 32 para 23 foi um bom sinal em um momento que necessitamos com urgência cortar gastos. Nomes como José Serra (PSDB-SP) para Relações Exteriores, Raul Jungmann (PPS-PE) para a Defesa e principalmente Henrique Meirelles (Sem partido) e toda a cúpula de sua equipe econômica são ótimos. Em compensação, Sarney Filho (PV-MA) para Meio Ambiente, Leonardo Picciani (PMDB-RJ) e Helder Barbalho (PMDB-PA) são típicas indicações políticas e pouco empolgam. Esse, porém, não é o pior problema da composição do Ministério.

Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), novo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Henrique Alves (PMDB-RN), ministro do Turismo e Romero Jucá (PMDB-RR), ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, são investigados pela Operação Lava-Jato. Embora não exista nenhum tipo de impedimento legal, a escolha desses nomes foi uma imprudência do Presidente em exercício, especialmente dado o conturbado processo de impeachment que afastou a Presidente Dilma Rousseff. Mesmo sabendo que Jucá, em especial, é um político notadamente habilidoso e teve tido papel importante na articulação no Congresso que garantiu o impeachment de Dilma, o custo dessas nomeações para a imagem do Governo foi muito alto. Temer poderia ter evitado e se preservado das críticas que se espalharam na imprensa e nas redes sociais.

Minha expectativa quanto ao novo Governo continua sendo positiva, mas é bom que Temer tenha cuidado redobrado em evitar polêmicas desnecessárias. Ele inicia o Governo cercado de desconfianças, com a popularidade baixa e com a legitimidade de seu cargo questionada por parte da opinião pública. Temer não pode errar, e ele sabe disso.

Guerra aos Bolivarianos

Um novo começo?