O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

Seja bem vindo e, como tudo na vida, aprecie com moderação!

Coxinhas x Petralhas: o ódio imperando sobre a razão

Vimos assistindo a uma intensa batalha político-ideológica em âmbito nacional, certamente motivada pelo confuso e turbulento momento vivido no País no que diz respeito ao tema do impeachment.

Neste sentido, embora seja absolutamente justo que haja divergências quanto a tal tema, revela-se crucial que se tenha em mente o respeito a ideias opostas.

Pensar de forma livre e poder fazê-lo é fruto de uma luta incansável pela liberdade de expressão, a qual não existia no bojo da Ditadura Militar, cuja brutalidade e letalidade impediam que os brasileiros se manifestassem contra o Regime e que dessem opiniões quaisquer que não fossem de sua concordância.

Dito isto, necessário se faz apontar que, em sendo divergir um ato por excelência democrático, não podemos compactuar com a violência de certos discursos que vem ganhando corpo atualmente no Brasil.

Atacar física, moral ou psicologicamente aquele que nutre um posicionamento político diverso do seu é ato covarde e irrefletido, haja vista que, em verdade, o que todos querem e almejam é o bem da nação.

De tal modo, ainda que consideremos o impeachment de Dilma Rousseff um golpe velado e desguarnecido de fundamento legal e fático, é imperioso saber conviver com diferenças de pensamentos, sob pena de estarmos usando de um autoritarismo perigoso e que pode levar nossa sociedade ao caos.

Reputar alguém um “petralha” ou um “coxinha”, portanto, é cair num reducionismo emburrecido e desprovido de reflexão.

O que há, na verdade, são indivíduos que entendem ilegal o impeachment da Presidente Dilma, e outros que o veem como conforme à Lei.

Nesse embate, argumentar de forma constitucional nos parece o melhor modo de lidar com a questão; contudo, há que se entender que rótulos com os que acima citados não se prestam a diferenciar pessoas, senão a polarizar de forma aviltada uma batalha em que todos deveriam ser vencedores.

Deve ser afastado, neste prisma, o ódio de um “coxinha” por um “petralha”, e vice-versa, uma vez que somos todos brasileiros unidos pelo desejo comum de ver nossa pátria prosperar econômica e socialmente, algo que só se conquistará via união fraterna e comunhão de esforços. Respeitar o outro e sua visão de mundo, é, pois, a chave do entendimento e a salvação do País.

É como nos parece.

Há um golpe em curso?

Patrulhamento ideológico