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Trump declara aberta uma nova corrida espacial

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Cerca de 45 anos atrás, o homem pisava na Lua pela última vez. Em 14 de dezembro de 1972, o comandante Eugene Cernan foi o último integrante da missão Apollo 17 a deixar a superfícies lunar após quatro dias de exploração do único satélite natural de nosso Planeta. Deste então, os investimentos em programas capitaneados pela NASA, bem como por outras agências espaciais internacionais se tornaram bem menos interessantes e inspiradores. Sob a usual justificativa da necessidade de corte de despesas, por mais de quatro décadas a humanidade não deu nenhum passo significativo e definitivo para retomar a exploração de nossa galáxia.

Alienado e consumido pela rotina, a impressão que fica é que o homem médio simplesmente não se interessa mais pelos infinitos mistérios do Cosmos. Pessoalmente, vejo este tipo de comodismo não apenas como inaceitável, mas como inconcebível. Desde o surgimento da nossa espécie, a força da nossa curiosidade representa a mola propulsora do desenvolvimento e do progresso. Da roda à luz elétrica, do fogo à teoria da relatividade, dos novos continentes ao foguetes e aviões. Sem questionamentos, sem fome de novas descobertas, sem a incontrolável bisbilhotice que nos caracteriza como espécie, estamos fadados ao fracasso e, em última análise, à extinção. 

Não tendo vivenciado os marcantes momento da corrida espacial do último século, há muito me incomoda o pouco progresso que vem sendo feito nesta área, já que me parece claro que apenas ignorância, prostração ou covardia podem justificar a opção de menosprezar o fomento dos investimentos no segmento aero-espacial. As inovações tecnológicas e científicas oriundas dos programas tocados por agências como NASA e ESA são evidentes e refletem no cotidiano de milhões de pessoas que se beneficiam com a utilização da navegação via satélite, de órgãos artificiais e, até mesmo, de fórmulas nutricionais para bebês.

Por isso mesmo, recebi com grande satisfação a proposta de Donald Trump de reavivar os investimentos na agência espacial americana, tendo como objetivo o estabelecimento de uma base na Lua para reabastecimento e lançamento de foguetes com destino à Marte e mundos além. Em que pese o usual tom nacionalista da cerimônia, algo presente em quase todas as declarações do presidente americano, uma empreitada de construção de uma estação lunar e exploração de outros planetas dificilmente seria executada e traria benefícios apenas para os Estados Unidos.

Todas as recentes iniciativas nesta área, incluindo a Estação Espacial Internacional e o Observatório Europeu do Sul tiveram participação direta de inúmeros países, sendo a colaboração entre nações e suas agências um importante elemento para diminuição de custos e otimização de tarefas destes complexos projetos. Por isso mesmo,  outras entidades como a Agência Especial Europeia e até mesmo o governo Russo já demonstraram interesse em colaborar com a proposta do presidente americano.

A recente explosão de empresas privadas que se dedicam à pesquisa e ao desenvolvimento de tecnologia espacial também poderá ser uma importante mola propulsora para a retomada da exploração de nossa vizinhança inter-planetária. Desta forma, espero que a mensagem de Trump não seja recepcionada por outros países como uma afronta, mas sim como um incentivo para a ampliação do investimento em suas próprias agências e órgão espaciais.  

Após décadas de hiato, chegou a hora de voltarmos a encarar a exploração do Universo como uma medida fundamental para a contínua evolução e perpetuação de nossa espécie. 

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