O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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Repetindo os erros do PT

A indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal e a promoção de Moreira Franco ao cargo de Ministro nada mais são do que a repetição de medidas tomadas por Luis Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em condutas tão vergonhosas quanto a recente atuação de Temer, Lula nomeou Toffoli para o STF às vésperas do julgamento do Mensalão e Dilma acomodou Lula em um ministério com nítida intenção de dificultar os trabalhos da operação Lava-Jato.

Ainda que Alexandre de Moraes já tenha sido cogitado para o cargo de Ministro do Supremo anteriormente, é fato que o bom-senso demandaria que o atual Ministro da Justiça não fosse o escolhido para a principal corte do país.

Por mais que tenha cometido erros terríveis em outras áreas, Dilma Rousseff se portou de forma irrepreensível quando se trata de suas indicações ao STF, pautuadas por critérios eminentemente técnicos. O falecido Ministro Teori Zavascki era o melhor exemplo disso.

Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, diferentemente de Zavascki, Barroso ou Fachin, não possuem a esperada isenção para que fossem indicados ao Supremo. Moraes é filiado ao PSDB e atual integrante da administração federal, enquanto Toffoli foi Advogado Geral da União sob a gestão de Lula e teve atuação privada ligada ao PT. 

O principal problema central não é a atividade política prévia ou mesmo eventual filiação partidária. Como bem destacado pelo redator Carlos Eduardo Tauil em post anterior, é evidente que o juiz escolhido se alinhará ideologicamente com o Presidente do momento. 

O complicador neste caso é a atuação em cargos de confiança, Toffoli na AGU e Moraes no MJ, quando ambos os mandatários e seus respectivos aliados encontram-se sob investigação da mesma instância judicial para qual foi feita a indicação.

Não restam dúvidas de que o chefe do executivo Federal possui ampla liberalidade para escolher os juízes do STF e opções como Toffoli ou Alexandre de Moraes não são ilegais por si só. O mesmo pode ser dizer da inclusão de Lula ou Moreira Franco em ministérios.

Ainda assim, estas medidas tomadas pelos últimos três Presidentes da República evidenciam a importância que é dada à proteção daquelas figuras julgadas essenciais à manutenção do status quo político.

A estratégia da equipe econômica, incluindo a condução de estatais como a Petrobras e as importantes reformas que vêm sendo aprovadas, são o único motivo para oferecer algum tipo de tolerância ao Governo de Temer. Todo o resto é a mesma velha politicagem que impera no país desde sempre.

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Mais uma vez: a política