O Café Politik surgiu do acirramento político ocorrido no Brasil em meados dos anos 10 do século XXI.

A eterna sina do país do futuro, que dá um passo pra frente, dois pro lado e um pra trás, nos motivou a criar um espaço para discussões políticas e econômicas sem o viés editorial imposto pelas grandes publicações.

Nossos redatores possuem backgrounds ideológicos distintos e estão totalmente livres para expor suas idéias, experiências e projeções astrais para o futuro da nação e do mundo.

Não temos a pretensão de convencer o leitor, mas de enriquecer o debate. 

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Liderança amarga

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Em meio a profunda crise política e a iminência do impeachment da Presidente Dilma Rousseff, o Instituto Datafolha publicou ontem uma pesquisa de intenções de voto para Presidente da República e pasmem, o ex-Presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT-SP) apareceu na liderança, empatado tecnicamente com Marina Silva (REDE-AC) em todos os cenários analisados. Mesmo diante de todos os recentes fatos levantados pela Operação Lava Jato, Lula ainda mantém a intenção de voto de cerca de 20% do eleitorado. É estarrecedor.

Os números parecem ser um alento para o ex-Presidente, que nas últimas semanas esteve constantemente no noticiário político em função de sua conturbada nomeação como Ministro Chefe da Casa Civil. Lula, que continua impedido de assumir o posto em função de decisão provisória do Ministro Gilmar Mender, do Supremo Tribunal Federal, parece possuir ainda prestígio com uma parcela considerável do eleitorado nacional. Mas serão esses números suficientes para fazer dele um candidato viável para as próximas eleições, sejam elas agora ou em 2018?

Apesar do Datafolha não ter feito simulações de segundo turno, há um dado importantíssimo que é alarmante para Lula e seu sonho de voltar ao Palácio do Planalto: 53% dos entrevistados disseram que não votariam no ex-Presidente de maneira nenhuma. Para se ter uma idéia, a rejeição ao tucano Aécio Neves (PSDB-MG), embora tenha crescido sensivelmente após seu nome ter sido citado em diversas delações, ainda é de 33%. A rejeição a Marina é de apenas 20%.

A política brasileira é muito dinâmica e sempre surpreendente, mas Lula parece nesse momento carta fora do baralho na corrida presidencial. Embora não se deva subestimar sua capacidade de articulação política e de mobilização de massas, não há como negar o tamanho do dano que os desdobramentos da Operação Lava Jato causaram em sua reputação. Danos que também parecem, em menor proporção, afetar Aécio Neves, que antes liderava pesquisas de intenção de votos, mas hoje amarga apenas a terceira colocação na pesquisa. Marina Silva agradece...

 

A perda da capacidade de diálogo e comprometimento

Incoerência esquerdista